Hoje em dia os romances não têm os mesmos enredos de antigamente. Atualmente, se um casal briga: a fila já corre, o próximo já está na empreita, a falta já é substituída por álcool e o amor é ignorando, igualmente a rosa dada no primeiro beijo. É tudo sem sal, sem vida, sem harmonia, que deveria se chamar entojo e não namoro.
Jadson Lemos.  

Surpreenda quem não espera nada de você.
Tati Bernardi.    

Virei uma rosa. Uma rosa sem vida própria. Cada pétala que carrego esta sendo arrancada de mim. Somente umedeço. O sol não se ergue mais em meu horizonte. Os frutos de minhas vizinhas nascem e morrem, enquanto as minhas pétalas somente morrem. Estou perdendo o foco. Estou perdendo a minha luz. Perdi a minha reserva de carinho. Meu jardineiro foi embora. Você se foi.
Augusto Soares. 

Era capaz de enxergar flores num local onde só havia arame farpado.
Augusto Cury.   

Ser forte é mandar quem você sempre quis mais perto, sumir da tua vida.
Luan Castro.   

Deixa. É difícil controlar. Muito difícil. Se entregue. Sinta. Sei o tanto que você quer isso. Descobri que a sua maior habilidade é farejar corpos e não almas. Teus olhos percorrem cada silhueta que respira. Anda, vai lá enquanto finjo que não me importo. Entendo que não é culpa sua, na verdade a culpa é da sociedade. Sim, é muito clichê afirmar isso, mas são nos clichês da vida que estão escondidos as maiores verdades. A culpa é dessa ideologia vendida que valoriza a moldura ao invés de apreciar a obra como um todo. Ela ofusca o brilho da essência que grita para se mostrar. Viramos cardápios humanos. O preço? Varia de acordo com a capacidade de fingir não se importar. E quem tem essa aptidão possui o preço mais alto. É o objeto que mais se destaca nas vitrines. Somente os corações aventureiros se atrevem a pagar esse preço elevado. Os ingênuos se jogam nesse abismo de aventuras. E digo com convicção que a queda é grande. Ela machuca. Arde. Abre uma ferida profunda. Calma meu bem, continue procurando. Aposto que na próxima esquina você vai encontrar algum produto que lhe satisfaça. Seu corpo é um ímã de prazer. Despeje o seu gozo em qualquer contorno que lhe agrade, mas depois volte. Retorne. Sei que sou o seu número ímpar que você sempre recorre no final. Venha e penetre o meu corpo com as suas mentiras enquanto pago o preço. É o preço que estraçalha as minhas emoções mais nobres até que eu me transforme nesse objeto que se destaca nas vitrines da vida. Até que não sobre nenhum vestígio de que já pulsou algum sentimento dentro de mim. Meu coração vai somente bater e nunca mais sentir. O preço é esse. O estrago. Antes que essa hora chegue apenas finjo. Me entrego a euforia dos corpos enquanto queria ter a euforia do amor. Não fuja meu bem, ainda alcançarei essa sua proeza. Chegue mais perto, pois ainda não consigo caminhar com os passos ausentes de emoções. É difícil. Invejo o jeito como você caminha com essa facilidade e exala desamores. Me desculpe, mas vou precisar de mais tempo para chegar até esse estágio. Alguma coisa dentro de mim tenta se manifestar, acho que é a minha alma querendo gritar. São berros de esperanças. Tentei transformá-los em sussurros, mas é forte. Minha essência está lutando. Sou fraca demais para resistir. Meu amor, só te peço para que fique. Sei que você ama viajar em corpos desconhecidos, mas não quero ser só um aeroporto das suas idas e vindas. Um dia você vai ter que pousar em algum lugar. Espero que esse lugar seja no aconchego de minha alma. Venha, não se acanhe. Vamos quebrar essas vitrines e libertar as essências perdidas. Que o novo preço seja a fome recíproca da alma por amor. Devore o meu corpo, mas se algeme na nobreza da minha alma. Apenas fique.
E qual é o preço que você está disposto a pagar? Karolline Valentim

Acho que te amar foi a coisa mais difícil que eu já fiz na minha vida. Porque toda vez que eu dizia pra mim mesma que te amava, um pedaço do amor que eu sentia por mim ia sumindo. Porque amar você não me deixava amar mais nada, porque você era um oceano de carência, e eu uma imensidão de amor. E mesmo tu falando que era bem sem ninguém e sem um amor, eu insisti, puta merda, como eu insisti. Porque eu achava que você precisava saber que alguém te amava, achava que depois disso toda essa sua carência disfarçada de ego ia sumir. Mas não. Eu acabei me perdendo. Essa imensidão de amor não serve mais pra nada. Acho que acabei me afoguei nela antes de chegar ao outro lado. E você? Já sabia nadar perfeitamente nela.
T. (a-florando)

Sei lá. Tô numa fase que eu tô cansada até de levantar da cama. Por mim eu viveria ali, deitada, coberta, “livre” de qualquer mal. As pessoas não se importam com o sentimento de ninguém e eu não consigo ser assim. Ou eu amo, ou não amo. Ou eu me importo, ou eu não me importo. Ou eu fico feliz, ou eu me tranco, me isolo e me calo. Ninguém entenderia mesmo.
Desembarcou 

pessoas tão cansadas
mutiladas
tanto pelo amor como pelo desamor…
Charles Bukowski , O Estouro.